Mostrando postagens com marcador pequenas dicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pequenas dicas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de julho de 2011

pequenas dicas 14


Há uma regra de composição bem interessante e fácil de fazer: padrão.
Um padrão é uma repetição de elementos dentro do espaço fotográfico. A repetição pode ser de cores, formas, traços, etc.
A fotografia com um padrão tem harmonia e a escolha certa pode gerar fotos interessantes.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pequenas dicas 17



Pequenos detalhes podem fazer a diferença em uma foto.
(na vida também, vá lá)
Ao fazer fotos jornalísticas é importante pensar como o leitor receberá a foto e se haverá elementos suficientes para que ele compreenda não só a informação, mas o contexto.
Ao fazer imagens sobre o cotidiano da vida religiosa fotografei esses dois varais.
A primeira foto não possui referência. Embora seja de um hábito poderia ser de uma roupa qualquer. A referência, nesse caso, precisa ser textual ou de exposição. A roupa será reconhecida como de um monge se houver um texto que acompanhe a foto ou se ela fizer parte de um conjunto de imagens sobre a vida religiosa.
A segunda foto possui um elemento agregador de informação. Embora as roupas estendidas no varal sejam comuns, o quadro em segundo plano é uma referencia religiosa.
Como as duas fotos fazem parte de uma reportagem fotográfica sobre a vida religiosa, elas acabam por ser suficientes em si mesmas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Pequenas dicas 16


Enquadrar e esperar.
Há certos locais que são perfeitos para determinadas fotos desde que esperemos o acontcimento certo. Nesse caso eu estava fazendo um material sobre um passeio de bicicletas. Quando vi o cenário achei perfeito: casa, chão de terra, araucária. Me posicionei, enquadrei, fotometrei e esperei.

sábado, 8 de agosto de 2009

Pequenas dicas 17


Há inúmeras imagens em nossos arquivos mentais. Alguns estudos dizem que os traumas são resultantes, em grande parte, das imagens que não se consegue esquecer.
As lembranças de amor, de saudade e de alegria profundas também são evocadas por imagens. São quadros que roteirizamos ao longo da vida.
A primeira vez que vi essa imagem, no caminho entre a residência universitária e a UTAD, em Vila Real, pensei: isso me lembra alguma coisa.
Fiquei matutando o dia todo. De noite lembrei-me do filme Sonhos do Kurosawa e por conseqüência do episódio Corvos, um encontro entre um pintor e Van Gogh. Ao filme vieram associadas sensações da primeira vez que o assisti.
As imagens têm este poder de ressuscitar lembranças.
Voltei ao local três vezes até encontrar a luz e o enquadramento ideais. Na primeira vez as sombras estavam muito longas provocando uma confusão entre as linhas da plantação. No dia seguinte a luz estava boa, mas o trabalhador não estava lá. No terceiro dia estavam lá homem e luz, faltava o homem estar no lugar correto. Esperei alguns minutos até que ele se colocasse no ponto adequado. Pronto! Aí está!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pequenas dicas 16


O bom fotógrafo tem sempre em mãos uma bateira suplente.
Não sou uma boa fotógrafa.
Em uma das viagens por Portugal esqueci a bateria e o carregador na casa de meus amigos.
Não fotografei um dos lugares mais lindos que conheci: Monsaraz, uma pequena cidade entre muros no Alentejo onde moram 70 pessoas e três crianças.
As casas são todas caiadas e possuem lindas janelas.
É um sonho.
A dica é essa:
NUNCA, NUNCA, NUNCA esqueça a bateria.

a foto é do site "eu adoro Portugal"
pwp.netcabo.pt/0510598901/portugal_port.htm

terça-feira, 9 de junho de 2009

Pequenas dicas 14

Onde coloco o foco?



Muitas vezes me deparo com as seguintes questões: o que vale focar? Qual o elemento mais importante do enquadramento?
Há quadros fotográficos que possuem mais de um elemento informativo e/ou estético muito forte. Isso pode ser um problema.
Se trabalhamos com grande profundidade de campo corremos o risco de criar uma grande confusão. Se trabalhamos com pequena profundidade podemos perder elementos interessantes.
Ao fazer esta foto escolhi deixar os elementos do segundo plano um pouco fora de foco, mas sem perder a expressão do rosto do casal que está descobrindo o boneco. Optei por focar as duas caveiras porque gostei de suas formas e da maneira como estavam dispostas no chão.
A foto foi feita no carnaval de Curitiba

terça-feira, 26 de maio de 2009

Pequenas dicas 13







Este ensaio foi feito com um grupo de amigos que faz ciclismo rural.
Para fazer um ensaio devemos pensar qual o objetivo dele. Nesse caso, foi registrar o passeio para uma reportagem sobre ciclistas de final de semana.
Sendo assim, busquei imagens que registrassem a coisa como um passeio e que houvesse indicativo do lugar.
Quase sempre estava na frente das bicicletas, isso me dava chance de buscar um quadro interessante.
A primeira foto é exemplo de índice fotográfico. Nela tenho o chão de terra, a bicicleta em movimento e uma araucária ao fundo. Para faze-la escolhi o enquadramento e esperei que os ciclistas passassem. Pronto!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pequenas dicas 12


Um bom céu causa impacto na fotografia. Os melhores, geralmente, são os que têm uma interessante formação de nuvens.
Para realçar um céu com nuvens deve-se fazer a fotometria nas luzes mais altas.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Pequenas dicas 11






Moldura é uma das regras de composição mais fácil de ser aplicada e dá bons resultados.
A idéia é destacar o espaço informativo da fotografia com um objeto em primeiro plano.
Ao reduzir esse espaço o leitor tenderá a ficar mais focado nas informações principais.

Fiz a primeira foto para um ensaio sobre um grupo de cilistas da Região dos Campos Gerais. A idéia era dar a dimensão do ambiente. Para isso, coloquei em primeiro plano a árvore para destacar a estrada e os ciclistas.
A segunda foto foi feita em Madri. Para fazer a moldura usei parte de uma escultura do parque.
Ao fazer fotos de meus alunos na Lapa, me deparei com essa escultura. Coloquei-a em primeiro plano para destacar a aluna.
A última foi feita na lavanderia do Mosteiro da Ressurreição. Fiz o enquadramento valorizando as roupas e dando o indício do local por meio da imagem no segundo plano.
Experimentem e me mandem as fotos.
Vou começar a publicar algumas fotos feitas a partir das dicas do blog.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Pequenas dicas 10

Há elementos que nos impressionam por sua grandeza.
É o caso deste eucalipto.



Porém, muitas vezes não conseguimos dimensionar o tamanho dos objetos por meio de uma fotografia. O que era enorme, se transforma em um plano que não possui a dimensão exata. Para resolver isso devemos trabalhar com elementos que nos indiquem a dimensão do objeto.



Para dar a noção do tamanho do eucalipto coloquei uma pessoa ao seu lado. Fiz a foto com uma lente 20mm (acima). Para ampliar a impressão o ideal é mostar em outra foto um detalhe. Foi o que fiz, dessa vez com uma lente 300mm.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Pequenas dicas 9









Retratos e espaço vivencial
Já falei anteriormente que as pessoas revelam sua personalidade tanto através de sua aparência física, quanto da maneira como se relacionam com os elementos de seu espaço vivencial.
Em 2004 fui convidada para fazer fotos para um livro comemorativo aos 25 anos do Mosteiro da Ressurreição em Ponta Grossa. O mosteiro, da ordem beneditina, abrigava, na época, 30 monges em regime de clausura.
Para fotografar o cotidiano dos monges recebi autorização para entrar no claustro e participar de todas as atividades diárias. Até aquele momento às mulheres era permitido o acesso a algumas partes do mosteiro, todas externas ao claustro: capela, pousada, loja de artesanato e bosque. A exceção à entrada nas partes internas do mosteiro acontece durante a Páscoa, na qual a vigília ao Cristo morto é feita no Jardim do Claustro.
Armada com essas informações tomei o rumo do mosteiro. Em minha cabeça, um turbilhão de imagens desconexas de um universo que não conhecia e do qual as mulheres estavam excluídas.
No primeiro dia de fotos ficamos todos sem jeito, um pouco intimidados - eu com a presença silenciosa que me surpreendia e eles com minha presença-fotográfica.
Um dos monges, o mais velho deles - Dom Geraldo, 86 anos, 70 de mosteiro, foi o primeiro a me olhar nos olhos. E confesso, me rendi ao primeiro olhar.
Tive que aguçar os ouvidos para escutar sua fala suave e me deixei inundar por sua simplicidade. Com um aceno me pediu para segui-lo: fomos ao galinheiro, lugar preferido dele, depois da presença divina, claro. As galinhas não são para comer, mas para por ovos que dão sustento à cozinha aconchegante. Com um olhar manso me pediu desculpas pela bagunça do galinheiro - me conquistou, novamente.
Meus dias começavam às 4 da manhã – quando o sino bate chamando os monges para o primeiro ofício por conta disso eu ia dormir no mesmo horário que as galinhas de Dom Geraldo. Escurecia e lá ia eu para a pousada, onde além de dormir, fazia minhas refeições. Nos primeiros dois dias só podia entrar no claustro acompanhada por um monge que seguia silenciosamente meus passos fotográficos. No terceiro dia fui convidada a tomar café no refeitório.
Pela primeira vez na vida ouvi o som do café descendo goela abaixo, tanto era o silêncio dentro do lugar. Resolvi ceder ao meu estômago e fiz um pão em uma chapa, igual ao que os meus colegas de refeição faziam.
Aos poucos, comecei a receber um ou outro olhar curioso, questionador.
Mal sabia eu que o pão na chapa funcionaria como uma espécie de senha para a intimidade com aquele mundo masculino e silencioso. Fui aceita.
Minha entrada no claustro estava liberada e as conversas começaram a surgir. Rapidamente fiz ótimos amigos, irmãos, de verdade. Um dos monges me disse que eu conseguia arrancar deles coisas sobre as quais há muito não refletiam e lembravam. Que eu passei por lá como um vento fresco. Foi a mais linda declaração de amizade que recebi.
Fotografar é interessante por conta disso. Não recebemos somente a autorização para registrar as imagens, cedidas gentilmente, mas também recebemos passaporte para a intimidade ao mesmo tempo em que somos desnudados.
Tudo isso me ajudou a resolver uma questão: todos os monges tinham o mesmo espaço vivencial o que complicaria minha estrutura narrativa e diminuiria as opções de personalizar os retratos. Ao longo dos dias percebi que cada um deles embora partilhassem dos mesmos objetos e espaços, tinha uma maneira particular de fazê-lo. O resultado, portanto, traz um pouco da personalidade de cada um.

ps: na terceira foto Dom Geraldo estava preparando omeletes e fez questão que eu fotografasse a sua habilidade com a frigideira.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Pequenas dicas 8








Os retratos estão dividios basicamente em duas categorias: formais e informais.
Os retratos formais são aqueles no qual o fotografado se coloca à disposição da câmera - fotos de documentos, por exemplo.
Já os retratos informais são mais amplos.
Neles pode haver, ou não, interação entre fotografado e fotógrafo.
Algumas vezes o retrato é feito sem que o fotografado perceba, e em outras ele olha diretamente para a lente.
Há retratos feitos em espaços vivenciais - local de morada e/ou trabalho do modelo.
Há retratos que levam dias para chegar ao ponto certo - há uma necessidade de vivencia entre fotógrafo e fotografado.
Aqui, uma série de retratos informais.
Quatro deles foram feitos em locais públicos e três em ambientes particulares.

Na próxima dica falarei somente sobre retratos informais em espaço vivencial.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Pequenas dicas 7




Escolhendo um tema
A escolha de um tema para reunir uma série de fotografias parece ser um exercício difícil mas não é. Qualquer tema pode surtir um efeito interessante. Via de regra, os temas mais simples são os que causam maior efeito.
É interessante quando escolhemos um assunto e vamos trabalhando aolonfgo do tempo. Um projeto temático pode levar anos ou pode ficar sempre em construção.
As três fotografias deste post apresentam parte de um projeto que tem como tema a geometria de escadas.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pequenas dicas 6







ESPAÇO FORA DE CAMPO

Existe na fotografia um espaço que está fora do campo fotográfico. Isto é, vai além das margens da fotografia. Pode ser pela projeção de um espelho, a condução de um olhar, o recorte de parte de um elemento, um ponto de fuga.

Aqui exemplos de espaço fora de campo:

A primeira foto foi feita nas ruas do Porto. É um recorte em contraluz. A idéia é brincar com o movimento ritmado dos passantes e deixar as perguntas: quem são eles? Estão juntos? Que outras características comuns possuem?

A segunda foi feita em Barcelona. Dubois chama este espaço fora de campo por incrustação - é um espaço virtual, que está atrás do fotógrafo e é refletido no espaço real. Neste caso, somente a janela e os lustres dentro dela fazem parte do espaço real; a moça, a estátua e os prédios estão no espaço virtual.

A terceira, também feita em Barcelona, é um recorte. A asa em primeiro plano seria a do vulto no terço superior esquerdo da foto?

A quarta, feita em Morretes, é a mais simples do conjunto. A câmera aponta para algo. O quê?

A última, feita em Compostela é a mais sofisticada em termos de composição. Possui um espaço real no qual há uma fuga por meio do olhar da moça em primeiro plano. Depois há um espaço virtual no qual há outra moça olhando para cima, outro ponto de fuga.

O autor que melhor explora o espaço fora de campo, ou espaço off é Philippe Dubois, no livro O Ato Fotográfico

domingo, 19 de abril de 2009

pequenas dicas 5







Ponto de Vista
Temos a tendência de fotografar tudo aquilo que nos agrada. Porém, ao fazermos impensadamente corremos o risco de ter fotos sem atrativos, ou com sobra de elementos. A procura por um ponto de vista diferenciado, começa pelo movimento que fazemos ao redor do tema.
Fotografar no nível dos olhos nem sempre é o melhor.
Para fazer fotos diferentes, devemos buscar ângulos aos quais nossa postura bípede não está acostumada ou recortes que direcionem o olhar do leitor.
A primeira foto foi feita na praia do Mole em Santa Catarina. Eu estava deitada sob o guarda-sol observando o movimento quando percebi o carrinho de sorvetes se aproximar. Abri um pouco mais de espaço na areia, saquei a câmera, medi a luz e cliquei.
As outras três foram feitas durante o Festival de Bonecos, em Curitiba.
Na primeira procurei enquadrar o palhaço com pernas de pau em contraponto com o boneco gigante que vinha logo atrás.
Na segunda, trabalhei com a perspectiva. Coloquei em primeiro plano a tela que transmitia uma peça que estava sendo encenada. No segundo plano há pessoas vendo algumas estruturas de grandes bonecos e, por último, alguns prédios iluminados.
Na terceira, optei por um recorte que desse uma certa graça à cena. Vi as duas pessoas rindo de algo que acontecia atrás de mim. Gostei do fato de ambos estarem de braços cruzados e da repetição do sorriso da menina com o do anjo. Tive que me deslocar um pouco para enquadrar melhor e recortar a cabeça do primeiro plano, e os olhos do segundo.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Pequenas dicas 4


A dica de hoje é bem simples: esteja atento. Há imagens que o mundo gentilmente nos dá.
Esta foi feita em Itaiacoca, região dos Campos Gerais.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

pequenas dicas 3









A dica de hoje foi inspirada por uma série de fotos que fiz no Real Jardín Botánico de Madrid. O jardim existe desde 1781 ao largo do Paseo del Prado, um avenida lindamente arborizada.
Fotografei as flores com uma macro e fotometria pontual. A macro permite que nos aproximemos muito do objeto a ser fotografado, sem provocar distorções. A fotometria pontual diz respeito à escolha da luz e suas variantes de sombra. Neste caso eu procurei escolher a média de luz - entre a mais clara e a mais escura - para obter toda a transparência das pétalas. Como estava trabalhando com flores que logo eu iria esquecer os nomes, optei por fotografar as placas indicativas de cada uma. Assim, tenho um arquivo mais organizado.