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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

histórias da gripe 3


O que se compra com 127 reais?
Uma passagem aérea de Curitiba para São Paulo;
um DVD player Semp Toshiba (e ainda levo troco de 12 reais);
uma prancha alisadora Mondial black (45 reais de troco)
um aspirador de pó Britânia;
o Kit Stephenie Meyer: Crepúsculo + Lua Nova + Eclipse + Amanhecer
Meyer, Stephenie (argh);
e 1 litro de álcool gel.

Sim! Eu paguei R$12,70 por 100ml do livra-gripe do momento.

Deveria ter comprado 10ml de LaMer

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

histórias da gripe II


Ir ao supermercado nunca foi o meu passeio preferido.
Até gosto de andar entre as prateleiras e me divirto vendo as novidades, mas há sempre o final...
e o final não é feliz.
Algo em mim atrai as filas mais longas, os caixas em treinamento, os senhores que esqueceram o cartão em casa, aqueles que têm o prazer em colocar cada coisa na sacola em uma lentidão de arrancar os cabelos, as senhoras que não acham a carteira dentro da bolsa...
Tudo isso me enerva!
Tiro as coisas do carrinho rapidamente, tentando dar um sentido de urgência à atendente cansada.
Quando todas as compras estão na esteira acontece o inevitável: a bobina da registradora acaba.
"um minutinho só..."
cinco, seis, ...
a mocinha é inexperiente.
"desculpe, é o meu primeiro dia"
meu coração cristão desamarra a cara para não assustar a coitada.
Meus olhos vagueiam pelas outras filas.
O caixa ao lado, aquele que no jogo "minha-mãe-mandou-escolher-esse-aqui" rejeitei, já está vazio. (minha mãe não me ajuda nessa hora)
Os códigos de barras dos meus pacotes se rebelam, os pervertidos. Todos querem ser digitados pelos quase virgens dedos da caixa.
E a sacola que não abre? ... aperto os dedos uns contra os outros até ficarem roxos e nada. Chacoalho e espremo e nada... Derrotada, lambo os dedos morrendo de nojo e abro a infame.
Finalmente tudo pago e no carrinho e do carrinho para o porta-malas. Acabou? Não! Os ovos têm uma tendência suicida, já repararam? Sempre ficam debaixo dos litros de água.
A maratona só acabará na despensa. Eu sempre na lanterna.

Hoje resolvi mudar o rumo das coisas.
Tudo por conta da dita gripe que me coloca dentro de casa quando quero mais é voar.
Já estava pensando em fazer uma pequena compra quando uma amiga, que se intitula apavorada, me apavorou.
"precisa fazer estoque! tudo vai fechar! vai no supermercado? tá louca? tem gente demais, demora demais e é lugar de risco! compra pela internet!"
Fui ao mercado virtual!
Uma maravilha!
As prateleiras ordenadas, sem fila, sem bobina, sem sacolas, ... O paraíso, pensei eu.
Abri a página e tive que fazer um cadastro. Faltou um documento um minutinho, mais outro número, mais minutos...
Tudo pronto! Vamos à lista.
Água - não tem a marca que quero, mas água é tudo igual...
bolacha - hum... não sei o que contém... cadê o rótulo?
frutas - eu as escolho pelo cheiro, problema! Vamos arriscar.
enlatados - o atum é o que eu gosto, desconfio do tomates pelados, não sei qual a validade do milho, ...
Resumindo, depois de alguns muitos minutos de compras às cegas, terminei!
Mas, surpresa:
Não selecionei os produtos corretamente. O carrinho estava vazio!
Inexperiente!
Desisti.
Vou encarar todos os riscos!
Vou ao supermercado enfrentar o empurra-carrinho-que-a-roda-não-obedece.
Sim, eu sempre pego o carrinho errado.
Existem carrinhos obedientes?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

histórias da gripe I


Cheguei a uma Curitiba sem beijos e abraços.
Fora os dois bem calorososo que recebi no aeroporto e outros dois no trabalho, mais nada!
A fama de o curitibano ser frio e distante se intensificou nesses dias.
A gripe, ditadora exigente grita: nada de aglomerações! sem abraços! sem beijos!
Quem me conhece sabe o quanto os abraços são importantes para mim.
Sabe que me basta um longo e silencioso abraço para dizer todo o coração. Que em meus abraços residem minha fala e que sem eles fico sem chão.
...
vou comprar um urso de pelúcia!