segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Felliz Natal


Que 2009 seja repleto de paz, amor e alegria.
Em férias vou para o sol e o mar. Volto em fevereiro.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Wank Carmo








A vida diária de personagens populares de São Luís do Maranhão inspiram o ensaio do fotógrafo de Boa Vista, Wank Carmo.
A seguir a fala do fotógrafo:
"A rua além de se tornar minha segunda mãe, passou a ser também minha analista. Nela, aprendi a ler o mundo e seus caracteres. Não preciso pagar por nem um milésimo de segundo de alívio mental quando estou sentindo os odores das vielas, becos, ruas e avenidas. O meu lance às vezes é a muvuca; em outros momentos, as ruas cálidas e aconchegantes dos casais de namorados e dos desvalidos de algumas coisas.
È neste universo, nos períodos de minhas perambulações sagradas, resolvi registrar alguns signos carregados de energia e emoção. Comecei a brincar de viver estes momentos, observando e respeitando a maneira dos seres humanos levarem a vida. Sob o sereno amazônico nesta época do ano corrente, precisamente em São Luiz, este trabalho tem uma particularidade: quando fui ao encontro da festa, decidi que iria organizar as imagens no pique fotojornalistico: “Fez bem, fez, não fez, reprovar-me-ei.” Assim, dei-me por satisfeito em me juntar ao imagético e frenético banquete dos mortais, vendo-os rodopiarem como piões nas festas que nunca nos cansa com seus replays sagrados".

sábado, 13 de dezembro de 2008

O Clube do bangue bangue





Li novamente "O Clube do bangue bangue" de Greg Marinovich e João Silva. É uma leitura obrigatória para os meus alunos por vários motivos: retrata a vida de quatro fotógrafos e suas dificuladades técnicas, emocionais e ideológicas durante uma cobertura de guerra e nos faz pensar sobre os limites da fotografia.
No livro Marinovich e Silva refletem sobre sua jornada política, emocional e pessoal ao longo dos anos do sangrento período do regime do Apartheid na África do Sul.
Além da Àfrica do Sul aparecem outras regiões conflagradas como a ex-Yugoslavia e o Sudão onde Carter fez famosa foto da criança definhando de fome.
O nome do livro se deve ao fato de que uma revista teria publicado que eles eram os paparazzis do bang bang. Mais tarde a própria revista troca a expressão para 'Clube do Ban Bang' em referência ao trabalho que os fotógrafos desenvolviam em meio a tiroteios e atrocidades constantes.
Os destemidos fotógrafos tiraram algumas das mais inesquecíveis fotografias de guerra deste período da história. Esse destemor que trouxe-lhes a fama internacional teve um alto preço.
O livro traz fotos intensas, faz pensar sobre a profissão e refletir sobre esse retângulo bidimensional que carregado de atos de violênica é a expressão de um mundo real - quem nega isso talvez preferisse que fosse uma caricatura.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Pedro Martinelli







Pedro Martinelli está lançando um novo livro: Gente X Mato. Nele o fotógrafo apresenta a "sua" Amazônia. Aquela que ele conheceu nos anos 1970 e continuou documentando até hoje.

O livor foi concebido e editado pelo fotógrafo, pelo jornalista/roteirista Marcelo Macca e pelo designer Ciro Girard.

Esse é o terceiro livor de Martinelli. Os outros dois são Amazônia, o povo das águas e Mulheres da Amazônia.

O livro lança uma pergunta aos brasileiros: "Na Amazônia, o mito, ainda cabem vários sonhos e projetos de futuro. Mas e na Amazônia real? Ainda cabe o quê?"

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Jornalistas Trabalhando








Essas fotos a Reuters apresenta com o nome The media is watching
...às vezes tenho saudade de meus tempos de fotógrafa de redação.

para ver mais, o endereço:
http://www.reuters.com/news/pictures/rpSlideshows?articleId=USRTXAHR620081111#a=1

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Mosaico






Esse é maior mosaico de fotografias do mundo.
Foi feito em Birmingham, Inglaterra, em 23 de agosto.
A foto que foi reproduzida é do boxeador Arthur James Bunce e foi tirada em 1926.
O mosaico foi feito de 112 mil imagens e tem 30 x 30 metros.
Dá para navegar pelo mosaico no site: http://mosaic.inthebigpicture.co.uk/
O site do projeto: http://www.inthebigpicture.co.uk/
A dica foi do Alexandre Belem.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Bailarinas

Fotografar balé clássico exige bastante técnica. É necessário que a foto transpareça a leveza e suavidade dos gestos característicos desta dança que emprega força e equilíbrio.
Essas fotos foram feitas nos anos 30 e 40.


Ballerinas standing on window sill in rehearsal room at George Balanchine's School of American Ballet. – 1936 - Alfred Eisenstaedt


Ballerinas Renee (Zizi) Jeanmaire (L) & Collette Marchand of the Ballet de Paris company. - 1949 – Gjon Mili


Ballerinas Nora Kaye (R) and Muriel Bentley in "Dim Lustre." – 1944 Gjon Mili


Ballet master with ballerinas practicing classic exercise in rehearsal room at Grand Opera de Paris. – 1930 - Alfred Eisenstaedt


Ballerinas at George Balanchine's American School of Ballet gathered around accompanist during rehearsal. - 1936 - Alfred Eisenstaedt


As fotos são do arquivo difgitalizado da Life e postado pelo Google no endedereço http://images.google.com/hosted/life

domingo, 23 de novembro de 2008

LIFE no Google


O arquivo fotográfico da revista LIFE está disponível no google. Há imagens lindas e todas com excelente resolução. Esta é de Ed Clark feita em 1954.

Baby Swimmer
World's youngest swimmer Julie Sheldon, 9 weeks old, swimming underwater next to her grandmother Mrs. Jen Loven, a children's swimming instructor, recorded by photographer through underwater window of the Lovens'r outdoor pool.

Caçadores






Chega às livrarias do Brasil “Os caçadores de Luz – histórias de fotojornalismo” dos irmãos Alan, Sérgio e Lula Marques. O livro traz 23 histórias de coberturas fotográficas feitas pelos irmãos nos últimos 30 anos, em diversos lugares do país. É leitura obrigatória para quem gosta de fotojornalismo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Fernando Pessoa

Põe a tua mão
Sobre o meu cabelo...
Tudo é ilusão.
Sonhar é sabê-lo.

saudade




Tem dias que a saudade teima em bater.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

NYT



Meu amigo Rafael Urban me contou e estou repassando. Achei ótimo.
Um grupo de ativistas distribui em estações de metrô 1,2 milhão de New York Times falsos. A brincadeira, feita com muito cuidado, anunciava na capa de uma edição de 14páginas o fim da Guerra do Iraque. Além do julgamento de Bush por crimes de guerra.

Em um dos blogs do jornal, o NYT se desculpou:
"Nos desculpem, amigos, mas o jornal não é de graça. E a Guerra do Iraque não acabou; pelo menos por enquanto."

No mesmo blog, um antigo repórter do New York times sugeriu as pessoas que guardem os exemplares em casa. "Provavelmente será um item de colecionador. Estou feliz que alguém acredite que a versão impressa do NYT mereça uma brincadeira tão elaborada. Uma notícia falsa na internet teria sido infinitamente mais fácil para ser criada. Mas criar uma versão impressa do jornal e entrega-la em estações de metrô? Isso carece de um esforço gigantesco."

Segue o endereço do blog.
http://cityroom.blogs.nytimes.com/2008/11/12/pranksters-spoof-the-times/?scp=1&sq=alex%20jones&st=cse

terça-feira, 11 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"Eu tenho um sonho"





Luther King em seu célebre discurso “I have a dream”, diz: “Tenho um sonho, de que um dia esta Nação erguer-se-à e viverá o verdadeiro significado da sua crença...de que todos os homens são criados iguais”.
As fotos são de Bruce Davidson e Bob Aldeman, ambos da Magnum. A foto do discurso de Luther King é do Hulton Archive/Getty Images

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Exposição


Essa imagem é de Paula Sampaio, que expõe junto com outros 9 fotógrafos brasileiros no Centro Cultural ZAIM, na cidade de Yocohama. A mostra faz parte das comemorações do ano do centenário da imigração japonesa no Brasil. A exposição "Modern Photographic Expression of Brazil" acontecerá de 14 a 26 de novembro de 2008

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A Internacionalização do Mundo


Há oito anos durante o State of the World Forum, em Nova York, Cristovam Buarque foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. A pergunta foi feita por um jovem americano que disse que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

Segue a resposta que se tornou artigo publicado no Globo em outubro de 2000

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o pais onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa".

A foto é de Lucinao Sarote, feita durante enchente no Jardim Arvoredo, Região Metropolitana de Curitiba.

domingo, 26 de outubro de 2008

Motivo




"Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue esterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada."
Cecília Meireles

A foto foi feita no Mosteiro da Ressurreição durante a procissão de Páscoa.