Rio será sede das Olimpíadas de 2016. Acabei de assistir a transmissão da decisão. Ao vivo. Chorei. E tudo isso por um pouco mais do que uns joguinhos. De país subserviente vejo eclodir o país de oportunidades. Quando eu era criança ouvia muito que o Brasil era o celeiro do mundo. Propaganda ufanista, bem me lembro. Mas sempre senti uma vontade louca de ver o país ser respeitado. Sediar as Olimpíadas é também escrever em letras graúdas que o país tem futuro. É sair da sombra. É se mostrar esplendoroso e belo, por conta das gentes que aqui vivem. Povo forte, solidário, alegre e decidido. Tenho orgulho desse país que será em 20015 a 5ª economia do mundo e que é governado por um homem que saiu do chão de fábrica e tem feito um dos governos mais brilhantes da história brasileira. E desse jeito vamos deixando de ser a caricatura do Zé Carioca, para ser o traço da civilidade que desenha o futuro na descoberta que podemos tudo o que queremos.
Roland Barthes, no livro A Câmara Clara, define operator como aquele que opera a câmera fotográfica. Claro que ele vai além. Operator é aquele que para operar a câmera observa, recorta, define, sonha, escreve. Na esteira do pensamento barthesiano esse blog é espaço para discursos visuais e comentários sobre a fotografia.
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