A boca,
onde o fogo
de um verão
muito antigo cintila,
a boca espera
(que pode uma boca esperar senão outra boca?)
espera o ardor do vento
para ser ave e cantar.
Levar-te à boca,
beber a água mais funda do teu ser
se a luz é tanta,
como se pode morrer?
Eugénio de Andrade
Os meninos "fotógrafos" da aldeia
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Este é um retrato feito pelo fotógrafo Cafi (1950-2019) quando visitava uma
aldeia indígena. Cada tijolo se transformou-se em uma máquina fotográfica.
Caf...
Há 7 horas