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sábado, 25 de setembro de 2010

imagem latente


Não sou de muitas palavras. Acho que é a minha natureza imagética que me faz assim. Sou de olhares e silêncios fomentados pela solidão do ofício fotográfico. E quando me pedes palavras – aquelas que revelam o íntimo -, elas me fogem. Fico num balbuciar alucinado procurando com os olhos um ponto de fuga, um quadro, um rasgo de luz que se transforme em imagem para que eu possa descrever-me. Sou imagem latente. E fadigada suplico-te, leia-me. E lerás a saudade e as lembranças e os sonhos e a distância e tudo aquilo que não sei revelar.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Thomas Farkas

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Vídeo feito pela Clix homenageia Thomas Farkas um dos pioneiros da moderna fotografia do Brasil. Falarei mais sobre ele.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

475 volver e a escada


A mostra "Projetáveis" foi a que mais gostei. O material foi exposto no Santander Cultural. Cosntruído em 1932, o prédio de arquitetura neoclássica fica na Praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre.
Gostei de imediato da projeção "475 Volver", da artista mineira Cinthia Marcelle, em que um trator repete os movimentos rumo ao infinito. Percebi que teria uma composição interessante unindo o desenho da foto com o da escada. Procurei um lugar alto, esperei que alguém subisse a escada e pronto.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O importante no retrato não é a expressão, mas o silêncio






Essa frase do Bresson me acompanha sempre que vou fazer retratos - uma das categorias que mais gosto.
Fico pensando: será esse o momento do silêncio revelador?
Inquieta e perdida em meus pensamentos sobre o fotografado e sua história, espero o momento certo.
Por conta disso, um retrato que não possui nenhuma dificuldade técnica e poderia ser feito em menos de um segundo leva vários minutos. Finjo que arrumo foco, que ajeito a câmera. Sempre a esperar.
E então o silêncio surge de repente, um instante no qual uma vida toda passa pelos olhos do modelo, um lampejo no qual se vislumbram sonhos.
Foi assim com essas fotos.
Dia de desfile de carnaval em Curitiba. Chovia. Eu estava com muita preguiça de sair de casa, mas comprometida com um grupo de fotógrafos e um projeto de documentar o carnaval curitibano, lá fui eu. A chuva forte obrigou os carnavalescos e todos os malucos que estavam por lá a se abrigarem sob a marquise do palácio do governo. Das conversas com os integrantes do grupo de catadores reservo esses como os meus retratos preferidos.
A primeira foto surgiu como um pedido sem fala. Apontei a câmera e esperei. Dois, três minutos e então a pose, o vento e o silêncio, registrados em 125 avos de segundo.
A máscara um pouco caída captura minha atenção na segunda foto, junto com a vida parece jorrar dos olhos da modelo.
O olhar da terceira foto é repleto de mistério.
E o da quarta é uma indagação.
Qual a impressão de vocês sobre esses retratos?
Qual deles é o melhor?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Fotografar cidades 2


As cidades possuem alguns elementos identificadores. Isso todo mundo sabe, certo?
O problema é que TODOS fotografam esses pontos e, geralmente, do mesmo ângulo.
Como fugir disso?
Buscar condições de luz diferentes, fechar ângulos, olhar, olhar, olhar...
Confesso que ao fzer esta foto primeiro parei para tomar fôlego e depois percebi que era uma grande oportunidade de registro.

Barcelona

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Fotografar cidades 1



Minha irmã, olhando fotos que fiz de algumas cidades que visitei, teceu um elogio: elas não se parecem com as fotos das revistas de turismo. Claro que adorei. Diante disso vou falar um pouco sobre essa minha experiência.
Primeiro, cidades são como pessoas, possuem uma respiração própria e é preciso percebê-las e escutá-las.

Coimbra, 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Pequenas dicas 15


Olhar, perceber, capturar.
Muitas vezes esquecemos que a informação fotográfica se faz com todos os elementos da cena.
É necessário que estejamos atentos a todas as coisas que acontecem ao nosso redor e perceber quais os elementos que podem/devem fazer parte do quadro fotográfico.
Essa foto é exemplo de que algumas vezes o fundo é tão informativo quanto o primeiro plano.
Ao fotografar o carnaval de rua de Curitiba esse simpático menino estava sempre ao meu redor. Fiz amizade e em uma das conversas percebi que o fundo, com a figura inocente do garoto em primeiro plano, seria uma composição interessante. Estava com pouca luz, o que determinou a abertura do diafragma e a profundidade de campo.

domingo, 21 de junho de 2009

Vida de fotógrafo II



Histórias interessantes de 5 repórteres fotográficos.
Dois de El Salvador, dois da Guatemala e um de Honduras.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Pequenas dicas 14

Onde coloco o foco?



Muitas vezes me deparo com as seguintes questões: o que vale focar? Qual o elemento mais importante do enquadramento?
Há quadros fotográficos que possuem mais de um elemento informativo e/ou estético muito forte. Isso pode ser um problema.
Se trabalhamos com grande profundidade de campo corremos o risco de criar uma grande confusão. Se trabalhamos com pequena profundidade podemos perder elementos interessantes.
Ao fazer esta foto escolhi deixar os elementos do segundo plano um pouco fora de foco, mas sem perder a expressão do rosto do casal que está descobrindo o boneco. Optei por focar as duas caveiras porque gostei de suas formas e da maneira como estavam dispostas no chão.
A foto foi feita no carnaval de Curitiba

terça-feira, 26 de maio de 2009

Pequenas dicas 13







Este ensaio foi feito com um grupo de amigos que faz ciclismo rural.
Para fazer um ensaio devemos pensar qual o objetivo dele. Nesse caso, foi registrar o passeio para uma reportagem sobre ciclistas de final de semana.
Sendo assim, busquei imagens que registrassem a coisa como um passeio e que houvesse indicativo do lugar.
Quase sempre estava na frente das bicicletas, isso me dava chance de buscar um quadro interessante.
A primeira foto é exemplo de índice fotográfico. Nela tenho o chão de terra, a bicicleta em movimento e uma araucária ao fundo. Para faze-la escolhi o enquadramento e esperei que os ciclistas passassem. Pronto!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

tirador de fotos



Essa foto foi feita no Mosteiro da Ressurreição durante as comemorações da Páscoa. A procissão dos monges carrregando os lampiões sai da capela e vai até o jardim do claustro, onde acontece uma vigília que dura a noite toda.
Fiz fotos dentro da capela e corri para fazer a foto de fora.
Esperei vários minutos para que estivessem dentro do meu quadro fotográfico vários monges e que o primeiro tivesse a altura certa para o enquadramento equilibrado.
Quando percebi que estava quase lá, comecei a sentir uma ardência em um dos pés.
Formigas.
Mas,o fotógrafo quando encasqueta com um enquadramento, não o perde por nada.
Não há formiga ou riscos que nos tirem do lugar se "aquela" foto está quase no ponto certo.
E é aqui começa a diferença entre um fotógrafo e um tirador de fotos.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Histórias fotográficas



Toda fotografia carrega várias histórias.
Tudo começa com o fato em si e aquilo que o faz fotografável.
Depois vem a história do fotógrafo com o fato. São questões subjetivas que determinam a escolha do ângulo, da lente, do instante.
Há, também, a história do fotografado, quase sempre uma incógnita, repleta de inúmeras interpretações e que são, na verdade, as histórias dos leitores da fotografia.
Esta foto foi feita em Lisboa durante a copa do Mundo de 2006. No dia dois jogos: Portugal e Inglaterra e Brasil e França pelas oitavas de final.
Eu estava na praça das nações com milhares de outras pessoas. O jogo de Portugal foi ao meio dia e o time saiu classificado. Muitas pessoas comemoravam, principalmente brasileiros.
A foto mostra muito bem isso. A moça está esfuziante enquanto um rapaz com a camisa de Portugal no canto direito da foto caminha normalmente.
O Brasil perdeu o jogo contra a França e foi desclassificado, mas é essa a foto que marca a minha presença naquela copa.
A história dos fotografados? Inspire-se. É a história que você quiser.