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quinta-feira, 28 de julho de 2011

saudade do Porto


Nas paredes descascadas de tua composição descobri o amor
Nas janelas abertas para os varais.
Nas luzes refletidas em teu rio
...amor.

Derramado em tuas ruas
Percorrido em teu calor
Roubado pelo vento.
...amor.

Sou o pó das tuas entranhas
Viva em mim teu estado pretérito
Sopra-me.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ponteiradiantar


Adiantar o ponteiro em uma hora. O pequeno ato causa tantas confusões em minha terrinha de dentro que resolvi verbalizar: ponteiradiantar.
Verbo que serve bem a tantas coisinhas miúdas da vida.
Ponteiradianto todos os dias o lanche das 10. Tenho fome antes. E lá se vai o diário alimentar bem regido pela ladainha: de três em três horas. Tudo fica ponteiradiantado porque uma bolachinha puxa o bife que puxa a fruta e a sobremesa. A sopa da janta chega ao meio da tarde e o lanche da madrugada vira ceia ponteiradiantada e, então, preciso inventar palavrinha doce que dialogue de manso com o suco ou o iogurte da hora que já passou.
Ponteiradianto o fim da reunião chata rabiscando em meu caderno de desenhos circulinhos, em sentido horário, claro.
Ponteiradianto certas leituras, saltando virgulas e comendo linhas.
E quando chega o dia de pagar as contas. Ah! Esse, de tanto ponteriadiantar salto logo, para logo ter mais um tantinho para gastar.
Só não consigo ponteiradiantar a morte da saudade. O laço da distância não tem corda suficiente para ao coração de longe esse coração daqui se aconchegar.