sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Primeiras Fotos 1

Anna Luiza


Gabriela Junqueira


Fabielle Rocha Cruz


Daialen Dick Ledesma


Dafne Hruschka


Barbara


Anna Luiza


André Henrique Piegel Rosas


Jessica Leite


Yasmin Utrabo

Estas fotos são do primeiro exercício feito pelos meus alunos de fotojornalismo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Discursos Fotográficos



A revista Discursos Fotográficos v.5, n.6, jan./jun.2009, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Estadual de Londrina, está no AR.

Para acesso, consulta e dowload o endereço é www.uel.br/revistas/uel
Depois, é só clicar em Discursos Fotográficos e todos os números estarão à disposição.

A versão em papel também já está circulando.

A foto é do livro Aurélio Becherini que resenhei para esta edição.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Tempo Tempo Tempo


Intercom
Casamento
Aulas
Pesquisa
help!

quero voltar para a preguiça de um fim de tarde de verão em Matosinhos

domingo, 23 de agosto de 2009

contabilidade


Dois Mia Couto, um creme para as mãos poderosíssimo, um almoço mexicano, uma echarpe verde, um lenço cinza, dois Chico Buarque (música), uma sessão de massagem relaxante, uma sessão de ofurô e massagem revitalizante (acho que meus amigos estão preocupados), um poema, chocolates copenhagen, um colar de contas pretas que veio de longe, muitas flores, uma música na qual cabem todos os meus pedidos, cartões, bolo, muitos emails, (alguns salvos pelo fuso), uma foto deliciosa, salgadinhos, várias mensagens no celular, dezenas de ligações, muitos abraços (o que é raro em tempos de gripe), muitos parabéns cantados em português de Portugal, em português brasileiro e em espanhol, um verdadeiro musical parabenístico em minha pequena sala de trabalho (hilariante) e centenas, isso mesmo, centenas de votos de carinho no orkut.
Certamente estou no lucro. Repleta e pronta para dividir os afetos que me transbordam o coração.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Para comemorar o dia da fotografia


Uma das minhas fotos preferidas

blábláblá



"A foto me comove quando a subtraio de seu blábláblá habitual: 'técnica', 'realidade', 'reportagem', 'arte', etc. Calar-se, fechar os olhos, deixar o detalhe emergir na consciência afetiva".
Roland Barthes no livro A Câmara Clara

Foto: Porto de uma janela do "Maus Hábitos"

domingo, 16 de agosto de 2009

Fotografias que não fiz


Há ocasiões e lugares que não cabem na câmera.
Não acontece sempre, mas acontece.
Em agosto de 90 tive a oportunidade de trocar algumas palavras como Sebastião Salgado, então de passagem por Curitiba.
Perguntei: você deixou de fotografar alguma coisa? Com seu jeito manso, bem mineirinho, o tom de voz baixo, quase em confissão, falou que sim.
Não conseguiu fotografar um homem que estava preso a uma árvore, porque era considerado louco. Disse que no momento em que olhou para aquela cena através da ocular da câmera não suportou ferir ainda mais a dignidade daquele homem.
Não fotografou.
Essa fala me marcou.
Esse tipo de coisa me aconteceu duas vezes.
Em uma delas eu estava perto de mercado municipal de Ponta Grossa para uma reportagem sobre a falta de higiene no local. Buscava personagens para meus retratos, na tentativa de humanizar aquela história. Encontrei um senhor muito idoso que remexia em uma lixeira e retirou de lá uma maça. Seus olhos brilharam. Ele limpou a fruta na roupa suja, olhou-a atentamente e a mordeu. Vi a cena por minha ocular. Mas, não consegui fotografar.

A outra vez foi há pouco tempo, em Viana do Castelo.
A paisagem, vizinha dessa que ilustra o post, era tão deslumbrante que senti o tempo parar para que Viana entrasse dentro de mim.
Não fotografei porque nenhuma foto que eu fizesse me agradaria.

Em ambos os casos a fotografia não conseguiria captar o turbilhão de sentimentos que me tocaram por dentro.
Esses são momentos absolutamente individuais. Talvez o homem do mercado e Viana fossem cenas banais para outro fotógrafo.
E talvez eu já tenha feito fotos em cenas que outros não conseguiram registrar.
Mas, não fotografamos somente com a câmera. A diferença não está na qualidade de meu equipamento ou na técnica.
Fotografar é uma coisa de alma. E, às vezes, a alma se sobrepõe ao desejo do registro.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Jornalismo resistente


A sede fica em uma rua estreita, bordada de varandas coloridas em Viana do Castelo, norte de Portugal.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Portas e Janelas. Luzes e Sombras



Meu querido amigo Beto Viana é um fotógrafo maravilhoso. Ele possui um olhar intenso que transforma o cotidiano mais simples em beleza pura.
Espero a exposição em Curitiba.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

histórias da gripe 3


O que se compra com 127 reais?
Uma passagem aérea de Curitiba para São Paulo;
um DVD player Semp Toshiba (e ainda levo troco de 12 reais);
uma prancha alisadora Mondial black (45 reais de troco)
um aspirador de pó Britânia;
o Kit Stephenie Meyer: Crepúsculo + Lua Nova + Eclipse + Amanhecer
Meyer, Stephenie (argh);
e 1 litro de álcool gel.

Sim! Eu paguei R$12,70 por 100ml do livra-gripe do momento.

Deveria ter comprado 10ml de LaMer

Souvenirs na Fnac



Souvenirs
Fotografias de Fernando de Tacca
Galeria de Artes da Unicamp/IA
13 de agosto a 12 de setembro
Abertura: 13/08, quinta, 12h30

A série Souvenirs foi escolhida pela curadora Rosely Nakagawa para participar das comemorações dos 10 Anos da Fnac no Brasil.

Segue a programação:
17/08 a 14/09/2009 - FNAC BARRA - Rio de Janeiro
21/09 a 19/10/2009 – FNAC CAMPINAS
26/10 a 23/11/2009 – FNAC PORTO ALEGRE
30/11 a 28/12/2009 – FNAC PAULISTA - São Paulo
04/01 A 01/02/2010 – FNAC MORUMBI - São Paulo
08/02 A 08/03/2010 – FNAC CURITIBA
15/03 A 12/04/2010 – FNAC BRASÍLIA

domingo, 9 de agosto de 2009

tenho amor por ti


Para colorir o dia do meu pai nesse dia dos pais

a foto foi feita em Madri

sábado, 8 de agosto de 2009

Pequenas dicas 17


Há inúmeras imagens em nossos arquivos mentais. Alguns estudos dizem que os traumas são resultantes, em grande parte, das imagens que não se consegue esquecer.
As lembranças de amor, de saudade e de alegria profundas também são evocadas por imagens. São quadros que roteirizamos ao longo da vida.
A primeira vez que vi essa imagem, no caminho entre a residência universitária e a UTAD, em Vila Real, pensei: isso me lembra alguma coisa.
Fiquei matutando o dia todo. De noite lembrei-me do filme Sonhos do Kurosawa e por conseqüência do episódio Corvos, um encontro entre um pintor e Van Gogh. Ao filme vieram associadas sensações da primeira vez que o assisti.
As imagens têm este poder de ressuscitar lembranças.
Voltei ao local três vezes até encontrar a luz e o enquadramento ideais. Na primeira vez as sombras estavam muito longas provocando uma confusão entre as linhas da plantação. No dia seguinte a luz estava boa, mas o trabalhador não estava lá. No terceiro dia estavam lá homem e luz, faltava o homem estar no lugar correto. Esperei alguns minutos até que ele se colocasse no ponto adequado. Pronto! Aí está!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

9.116


9.116 mulheres fizeram uma ligação telefônica entre janeiro e julho deste ano para buscar ajuda porque são vítimas de violência.
Nove mil cento e dezesseis.
Uma delas pode ser minha vizinha, ou trabalhar comigo, ou participar de minha igreja... e eu não sei disso.
Há coisas que as mulheres não contam para suas amigas, que não falam nas conversas entre muros, que não revelam pelos corredores. Que preferem que não sejam vistas e percebidas.
Há coisas que ficam fechadas sob camadas de vergonha, medo, desilusão e desesperança.
E há coisas dessas acontecendo em demasia.
Mas, nada pode ser mais forte do que a vontade de viver.
Sei que há coisas que parecem incompreensíveis, mas me solidarizo com cada uma dessas mulheres. Imagino seus medos e compartilho com elas meu carinho.
Gostaria de poder abraçar cada uma e dizer que é possível sobreviver.
Preocupo-me com todas as outras que não conseguem discar 180.

A foto foi feita em Coimbra.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

histórias da gripe II


Ir ao supermercado nunca foi o meu passeio preferido.
Até gosto de andar entre as prateleiras e me divirto vendo as novidades, mas há sempre o final...
e o final não é feliz.
Algo em mim atrai as filas mais longas, os caixas em treinamento, os senhores que esqueceram o cartão em casa, aqueles que têm o prazer em colocar cada coisa na sacola em uma lentidão de arrancar os cabelos, as senhoras que não acham a carteira dentro da bolsa...
Tudo isso me enerva!
Tiro as coisas do carrinho rapidamente, tentando dar um sentido de urgência à atendente cansada.
Quando todas as compras estão na esteira acontece o inevitável: a bobina da registradora acaba.
"um minutinho só..."
cinco, seis, ...
a mocinha é inexperiente.
"desculpe, é o meu primeiro dia"
meu coração cristão desamarra a cara para não assustar a coitada.
Meus olhos vagueiam pelas outras filas.
O caixa ao lado, aquele que no jogo "minha-mãe-mandou-escolher-esse-aqui" rejeitei, já está vazio. (minha mãe não me ajuda nessa hora)
Os códigos de barras dos meus pacotes se rebelam, os pervertidos. Todos querem ser digitados pelos quase virgens dedos da caixa.
E a sacola que não abre? ... aperto os dedos uns contra os outros até ficarem roxos e nada. Chacoalho e espremo e nada... Derrotada, lambo os dedos morrendo de nojo e abro a infame.
Finalmente tudo pago e no carrinho e do carrinho para o porta-malas. Acabou? Não! Os ovos têm uma tendência suicida, já repararam? Sempre ficam debaixo dos litros de água.
A maratona só acabará na despensa. Eu sempre na lanterna.

Hoje resolvi mudar o rumo das coisas.
Tudo por conta da dita gripe que me coloca dentro de casa quando quero mais é voar.
Já estava pensando em fazer uma pequena compra quando uma amiga, que se intitula apavorada, me apavorou.
"precisa fazer estoque! tudo vai fechar! vai no supermercado? tá louca? tem gente demais, demora demais e é lugar de risco! compra pela internet!"
Fui ao mercado virtual!
Uma maravilha!
As prateleiras ordenadas, sem fila, sem bobina, sem sacolas, ... O paraíso, pensei eu.
Abri a página e tive que fazer um cadastro. Faltou um documento um minutinho, mais outro número, mais minutos...
Tudo pronto! Vamos à lista.
Água - não tem a marca que quero, mas água é tudo igual...
bolacha - hum... não sei o que contém... cadê o rótulo?
frutas - eu as escolho pelo cheiro, problema! Vamos arriscar.
enlatados - o atum é o que eu gosto, desconfio do tomates pelados, não sei qual a validade do milho, ...
Resumindo, depois de alguns muitos minutos de compras às cegas, terminei!
Mas, surpresa:
Não selecionei os produtos corretamente. O carrinho estava vazio!
Inexperiente!
Desisti.
Vou encarar todos os riscos!
Vou ao supermercado enfrentar o empurra-carrinho-que-a-roda-não-obedece.
Sim, eu sempre pego o carrinho errado.
Existem carrinhos obedientes?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pequenas dicas 16


O bom fotógrafo tem sempre em mãos uma bateira suplente.
Não sou uma boa fotógrafa.
Em uma das viagens por Portugal esqueci a bateria e o carregador na casa de meus amigos.
Não fotografei um dos lugares mais lindos que conheci: Monsaraz, uma pequena cidade entre muros no Alentejo onde moram 70 pessoas e três crianças.
As casas são todas caiadas e possuem lindas janelas.
É um sonho.
A dica é essa:
NUNCA, NUNCA, NUNCA esqueça a bateria.

a foto é do site "eu adoro Portugal"
pwp.netcabo.pt/0510598901/portugal_port.htm

histórias da gripe I


Cheguei a uma Curitiba sem beijos e abraços.
Fora os dois bem calorososo que recebi no aeroporto e outros dois no trabalho, mais nada!
A fama de o curitibano ser frio e distante se intensificou nesses dias.
A gripe, ditadora exigente grita: nada de aglomerações! sem abraços! sem beijos!
Quem me conhece sabe o quanto os abraços são importantes para mim.
Sabe que me basta um longo e silencioso abraço para dizer todo o coração. Que em meus abraços residem minha fala e que sem eles fico sem chão.
...
vou comprar um urso de pelúcia!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Encontrei o homem perfeito

Foi em Portugal.
Por ser perfeito não pude levar para casa.
Nada é tão perfeito assim.
Mas pude apreciá-lo e o fiz, descaradamente.
Dei voltas ao redor de seu corpo, cheirei, cheguei bem perto, observei de longe, olhei bem despudorada cada bocadinho, fingi estar perdida só para olhar mais um pouquinho, ...
Perfeito!
Ou melhor, perfeitos!
Sim! há mais de um homem perfeito em Portugal!
É uma benção!
Em um deles habita um menino, tão lindo. Sua imaginação faz barcos de papel e não há horizonte que ele não possa alcançar. O rosto sisudo é uma fachada, um pequeno arroubo de quero-ser-grande. Sua risada se espalha no vento das árvores e olhar para ele é questionar a vida.

O outro carrega o céu em si e tem um... digamos assim... ou melhor... parece ser tão... bem... oras pois!




segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Voltei


de novo... dirão alguns
pois é, o coração está cigano
não consegue parar.
Não farei relatos acadêmicos porque entre as bibliografias imensas e as conversas com o orientador houve um tempo de alegrias... ninguém é de ferro, concordam?
Farei relatos de coisas que não cabem no papel e que valem uma vida.
Começo por uma noite de verão.

Há uma árvore dentro de mim



Minhas raízes resolveram se mudar.
O processo, digo de antemão para aqueles que resolverem ter a mesma idéia, é fascinante e pouco doloroso.
Para fazer a mudança basta encontrar terra fértil, água e sol na medida, vento nos dias de cantar e mormaço nos de silêncio e, o mais importante, um jardineiro, coração amigo, para os dias que a saudade doer.