sexta-feira, 27 de março de 2009

Para comemorar o aniversário de Curitiba




As duas fotos foram feitas na praça Santos Andrade. Na primeira eu estava nas escadarias da UFPR e busquei retratar o movimento e o grafismo das calçadas. Trabalhei com velocidade 1/15.
Na segunda, registrei uma pipoqueira que sempre está na praça, a "Dona" Sueli. Procurei enfatizar o reflexo e mesclar a arquitetura dos dois prédios - UFPR e INSS, e o lampião de dentro do carrinho com o sol entre nuvens.

Discursos verticais 4




Locais:
1. Barcelona
2. Lisbos , Vila do Conde
3. Curitiba, Compostela, Porto

quarta-feira, 25 de março de 2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

Discursos verticais 2





Locais:
1. Porto
2. Porto, Balneário Camboriu, Morretes
3. Curitiba, Barcelona

Em casa 5 - esperando o tempo passar



Ando ansiosa por esses dias
os que não passam
os que não chegam
os dias que virão

Roendo as entranhas
sem saber o que será do espaço da saudade que matarei
Rogo pelos convívios simples
e de tão intensos, inesquecíveis
Repletos da saudade que de novo terei

domingo, 22 de março de 2009

Discursos verticais 1





Em meus estudos sobre a composição e a geometria fiz uma série de 15 conjuntos fotográficos inspirada pela passagem de Genesis 11:4 que diz: "vamos costruir uma cidade que tenha uma torre que chegue até o céu. Assim ficaremos famosos e não seremos espalhados pelo mundo inteiro"

Locais:
1. Paris e Porto
2. Lapa e Curitiba
3. Barcelona e Porto

Em casa 4 - GEOMETRIA




Bresson dizia que a geometria era sua alegria. Para mim a geometria é um desafio. Estudo os elementos de composição e a geometria desde que me entendo por fotógrafa e creio que os estudarei por toda a vida.
Minhas leituras preferidas estão nos livros de Bresson, Rene Burri e Miguel Rio Branco

sexta-feira, 20 de março de 2009

acima das nuvens



Você também tem a sensação de que se a alma se predispuser é possível voar acima das nuvens?

A foto foi feita em Bom Retiro, na casa de minha irmã. Estava amanhecendo e eu acordei com uma linda luz em meu rosto. Eu e a nikon saimos em um frio de 3 graus. Fiz uma fotometria pontual no centro da imagem, onde as nuvens estavam mais claras.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Não é cachorro frosô


Minha prima Ayde mora em Campinas ao lado da Unicamp. Na época que fiz meu mestrado por lá um dos pontos altos do dia era passar na casa da prima - sempre na hora do almoço, e filar a comida maravilhosa e engordativa da tia Lali, que faleceu há alguns anos.
Mas passar por lá não era só saboroso, era também um rico exercício de observação da diversidade familiar.
Ayde é engenheira e deixou o doutorado para ser família em tempo integral. Tem um jeito delicioso de contar histórias - em um tom lento, repleto de detalhes ricamente descritos. Na voz dela um causo pode durar uma tarde.
O marido, primo Alcides, é um homem das letras. Competente crítico literário. Doutor professor da USP e da Unicamp tem paixão pelo filme Os guarda-chuvas do amor . Eles tem uma linda história de amor, dessas parecidas com filme e que a gente acha que nunca vai acontecer. Dessa história nasceram três filhos.
O Pedrinho estava sempre às voltas com os cachorros e o videogame com um lanchinho por perto, de preferência.
O David me enchia de desenhos de heróis e seres estranhos, em um deles eu era a flor.
O João ainda era projeto.
Na casa havia um grupo especial: as cachorras.
A mais velha era a Olívia (que tinha um sofá só dela), mãe da Vera Lúcia (nome dado em homenagem a minha irmã porque segundo a prima ambas eram um pouco enjoadinhas). Depois tinha a Petita, a Shirley e a Naná (a única que ainda vive)
Depois de ler o blog, a prima me mandou uma foto da finada Petita que, diz ela, não é frosô como os cachorros que já apareceram por aqui, mas é exemplo de "cachorro de verdade".
A prima ainda sonha em ter uma perereca que quer chamar de Zazá. Nunca me explicou o motivo do nome - acho que nem quero saber. Homenagem é homenagem.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Pequenas dicas 2






Muitas vezes estamos diante de cenas que "precisam" ser registradas. Pode ser um lugar lindo, uma situação engraçada, uma lembrança que queremos levar embora. Mas na hora de ver a foto, percebemos que não deu certo. Aquilo que deveria resultar em uma boa imagem ficou sem graça.
Quase sempre o problema é a confusão de planos.
Isto é, quando vemos uma cena, naturalmente selecionamos aquilo que mais nos chama a atenção. Quando fotografamos, registramos o todo - aquilo que queremos e tudo o resto que está em volta e então começam os problemas.
As dicas dos próximos posts serão de como destacar aquilo que queremos mostrar.
Para isso temos as regras de composição.
A primeira é a "regra dos terços"
É simples e a mais importante das regras fotográficas.

A regra dos terços é derivada da divisão áurea na qual o retângulo é dividido por duas linhas verticais e duas horizontais formando 9 retângulos iguais. Os pontos de interseção das linhas são os principais pontos de atenção da fotografia.
Lembre: o centro do retângulo fotográfico é o pior lugar para deixar o elemento de destaque.
Aqui alguns exemplos da regra

A foto 1 mostra minha mãe observando o nascer do sol na praia de Camboriu. Minha intenção era destacar seu vulto e mostar a beleza da água. Deixei ela no terço direito da fotografia e equilibrei a linha do horizonte dando dois terços de água e um terço de céu.

Na foto 2 meu amigo Manuel Pinto - grande fotógrafo português - está destacado no terço esquerdo da fotografia. Seu braço recorta a imagem passando pelos pontos de interseção o que "leva" o olhar do leitor até o objeto sobre o qual ele está falando: alheiras - uma linguiça portuguesa muito saborosa.

Na terceira foto o destaque é para o lindo céu dos Campos Gerais. O terço inferior concentra os elementos terra (para ampliar a sensação de céu) e uma cerca que forma um ponto de fuga com os raios de sol. É uma composição simples mas muito eficiente.

Na última foto minha amiga Luciana está fotografando no Centro Português de Fotografia, no Porto. A composição é clássica na qual ela ocupa todo o terço direito. Uma dica importante: sempre que tiver alguém de perfil "grude" as costas do modelo na margem. Isso dará espaço para o movimento, para o discurso. No caso para o "fotografar" da Luciana e o objeto que ela está fotografando.

A próxima dica será sobre outra regra de composição: moldura

domingo, 15 de março de 2009

sábado, 14 de março de 2009

Faço parte da lista


....dos curitibanos que sofreram acidente com animal peçonhento.

Fui picada por uma aranha-marrom.

A bichinha é pequena, mas mortal.
Percebi uma picadinha na coxa que pensei ser de pernilongo. Algumas horas depois o centro ficou preto com uma grande área vermelha inchada ao redor.
Tinha ouvido falar que em casos de aranha-marrom o melhor é procurar a saúde pública. Fui ao postinho de saúde do meu bairro onde imedediatamente fui medicada.
O atendimento da saúde pública de Curitiba, pelo menos nos casos de picada de aranha-marrom, é exemplar. O diagnóstico é muito rápido o que diminui o risco de óbito. Picada de aranha-marrom é mortal!
Agora estou às voltas com as conseqüências da cortisona: retenção de liquido que é sinônimo de “forma-de-bola”

sexta-feira, 6 de março de 2009

Uns Versos Quaisquer



Vive um momento com saudade dele
Já ao vivê-lo . . .
Barcas vazias, sempre nos impele
Como a um solto cabelo
Um vento para longe, e não sabemos,
Ao viver, que sentimos ou queremos . . .

Demo-nos pois a consciência disto
Como de um lago
Posto em paisagens de torpor mortiço
Sob um céu ermo e vago,
E que nossa consciência de nós seja
Uma cousa que nada já deseja . . .

Assim idênticos à hora toda
Em seu pleno sabor,
Nossa vida será nossa anteboda:
Não nós, mas uma cor,
Um perfume, um meneio de arvoredo,
E a morte não virá nem tarde ou cedo . . .

Porque o que importa é que já nada importe . . .
Nada nos vale
Que se debruce sobre nós a Sorte,
Ou, tênue e longe, cale
Seus gestos . . . Tudo é o mesmo . . . Eis o momento . . .
Sejamo-lo . . . Pra quê o pensamento? . . .

Fernando Pessoa



A foto foi feita nas minhas férias em Balneario Camboriú

terça-feira, 3 de março de 2009

Exposição





Em cartaz no Museu de Arte Contemporânea a exposição Expressões Americanas dos fotógrafos Milena Costa e Pedro Vieira.
O trabalho é resultado de uma viagem por 15 países da América Latina durante a expedição Da América para as Américas, realizada entre 2006 e 2007.
As imagens documentam as formas de expressão do povo latino-americano após situações de opressão. O Movimento Zapatista, do México; as Mães da Praça de Maio, símbolo da resistência contra a ditadura na Argentina; o grafite no espaço urbano e as manifestações populares tornaram-se referências para que os fotógrafos fizessem seus registros.

Segundo Milena, as fotografias são resultado de um intenso mergulho em cada região, “nosso trabalho é fruto de uma reflexão mais aprofundada em relação aos nossos olhares de viajantes, possibilitada pelo tempo, por uma maior compreensão de nossas experiências na condição de latino-americanos”.

A exposição fica em cartaz até o dia 29 de março. A entrada é gratuita.

domingo, 1 de março de 2009

Palhaço Piri


Figura de todos os carnavais de Curitiba.