quinta-feira, 16 de outubro de 2008

One planet One chance


Há pouco um temporal atingiu Curitiba. No de ontem, 23 mil casas ficaram sem luz na região metropolitana. O vendaval chegou a 60 Km/h. Temporais como esses e nessa época do ano são indicativos das impressionantes alterações climáticas pelas quais passamos no sul do Brasil.
O mesmo se repete em todo o planeta.
O potencial destrutivo da natureza é assustador. Embora os ventos tentem alertar o mundo, pouco se faz. One planet One chance mostra um pouco da devastação que estamos experimentando.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

"Acalme-se e mire bem. O senhor vai matar um homem"

A frase foi dita com voz de comando por Che ao seu captor, Sargento Mario Teran, no dia 9 de outubro. Morreria logo depois.

Na carta que enviou a Fidel em 1965, quando fracassou sua odisséia africana de sete meses, Che dizia: "Não podemos libertar sozinhos um país que não quer lutar".
Segue a carta:
" Ano da Agricultura"
Havana
Fidel:
Recordo nesta hora de muitas coisas, de quando o conheci na casa de Maria Antonia, de quando você me propôs que viesse, de toda a tensão dos preparativos. Um dia perguntaram a quem se devia avisar em caso de morte e a possibilidade real do fato chocou a todos. Depois soubemos que estava correto, que em uma revolução se vence ou se morre (se é verdadeira). Muitos companheiros ficaram ao longo do caminho até a vitória. Hoje tudo tem um tom menos dramático porque estamos mais maduros, mas o fato se repete. Sinto que cumpri a parte de meu dever que me ligava à Revolução Cubana em seu território e me despeço de você, dos companheiros, de seu povo que já é meu. Renuncio formalmente a meus cargos na direção do partido, a meu cargo de ministro, a meu grau de comandante, a minha condição de cubano. Nada legal me liga a Cuba, apenas laços de outro tipo, que não podem ser rompidos com as nomeações. Fazemos um balanço de minha vida passada, creio Ter trabalhado com suficiente honradez a dedicação para consolidar o triunfo revolucionário. Minha única falha de alguma gravidade foi não Ter confiado mais em você, desde os primeiros primeiros momentos de Sierra Maestria, e não Ter compreendido com suficiente rapidez suas qualidades de guia e revolucionário. Vivi dias magníficos e senti ao seu lado orgulho de pertencer a nosso povo nos dias luminosos e triste da crise do Caribe. Poucas vezes brilhou mais alto um estadista que naqueles dias; me orgulho também de têlo seguido sem vacilações, indentificado com sua maneira de prensar; bem como de ver avaliar os perigos e os princípios. Outras terras do mundo reclamam o concurso de meus modestos esforços. Posso fazer o que lhe é negado por sua responsabilidade à frente de Cuba e chegou a hora de nos separarmos. Saiba que o faço com misto de alegria e dor; aqui deixo a mais pura de minhas esperanças de guia e o mais querido enter meus seres queridos... e deixoum povo que me recebeu como um filho; isso lacera uma parte de meu espirito. Nos campos de batalha, levarei a fé que você me inculcou, o espirito revolucionário de meu povo; a sensação de cumprir com com o mais sagrado dos deveres: lutar contra o imperialismo onde quer que esteja; isso reconforta e cura qualquer ferida. Digo uma vez mais que libero Cuba de qualquer responsabilidade, salvo a que emane de seu exemplo. Se chegar minha hora definitiva sob outros céus, meu último pensamento será para este povo e especialmente para você. Agradeço todos os seus ensinamentos e o seu exemplo, a que tratarei de ser fiel até as últimas conseqüências de meus atos. Quero dizer que sempre estive identificado com a política externa de nossa revolução e assim continuo. Onde quer que vá, sentirei a responsabilidade de ser revolucionário cubano e como tal atuarei. Não deixo para meus filhos e minha mulher nada material e não lamento: alegro-me que assim seja. Não peço nada para eles, pois o estado lhe dará o suficiente para viver e se educarem. Teria muitas coisas a dizer a você e ao nosso povo, mas sinto que são desnecessárias; as palavras não podem expressar o que eu gostaria e não valeria a pena rabiscar apressado qualquer coisa em um bloco.

Até a vitória sempre! Pátria ou morte!
Um abraço com todo fervo revolucionário
Che

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Carvoeiros Urbanos





Hoje, sugiro um passeio pelas fotos de Sandra Gonçalves: Carvoeiros Urbanos


http://www.fotografia.ufrgs.br/port/05_portfolio/sandra_goncalves/pages/6.htm

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Geração Sextasy

No momento em que escrevo este post, meu amigo Miguel Carvalho está recebendo o Prêmio Orlando Gonçalves, promovido pela Câmara Municipal de Amadora, em Portugal.

O prêmio foi atribuído, por unanimidade, à reportagem "Geração Sextasy", publicada em 2007. A matéria retrata os perigos do consumo de um "coktail" que combina viagra, álcool e outras drogas.

Miguel é jornalista da revista Visão e um dos personagens do livro "Entrevista Coletiva - jornalistas portugueses", que será lançado no Brasil em outubro deste ano.

O prêmio é merecido. Miguel é daqueles tipos de jornalistas (que poucos há por esse mundo) que se preocupa com não só com as histórias, mas principalmente, com os personagens delas. Jornalista daqueles que fazem da profissão uma missão, e muito bem feita.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Saramago


Para quem gosta do autor há um blog imperdível:
Caderno de Saramago

Um pequeno trecho da postagem de hoje:

Pura aparência
"Suponho que no princípio dos princípios, antes de havermos inventado a fala, que é, como sabemos, a suprema criadora de incertezas, não nos atormentaria nenhuma dúvida séria sobre quem fôssemos e sobre a nossa relação pessoal e colectiva com o lugar em que nos encontrávamos. O mundo, obviamente, só podia ser o que os nossos olhos viam em cada momento, e também, como informação complementar importante, aquilo que os restantes sentidos – o ouvido, o tacto, o olfacto, o gosto – conseguissem perceber dele."

A televisão invade o teu cotidiano?


O livro Jornalismo de Televisão (Pedro Maciel, Porto Alegre, Sagra, 1995) apresenta dez mandamentos do jornalismo para televisão desenvolvidos, ao longo do tempo pelo telejornalismo norte-americano. São eles:

1. A grande notícia está onde estão as câmeras. E as câmeras costumam estar onde há poder. Por isso grande parte das notícias dos telejornais se referem aos governantes e ao governo.

2. Notícia importante é aquela que entra no jornal da oito da noite. O telejornalismo é um processo brutal de eliminação de matérias. Sempre há mais notícia do que espaço nos telejornais e nessa briga as que entram são importantes.

3. Se um político não consegue dar o recado em 15 segundos, corta o homem. Há três razões para esse corte: medo de entediar o telespectador; medo de ser usado pelo político; cortar a fala é a maneira mais fácil de editar.

4. Se o presidente fala é notícia. O governo é ainda a principal fonte de notícias do país e uma decisão do presidente pode influir diretamente na vida de milhões de pessoas.

5. Se o concorrente tem é preciso usar. Essa obrigatoriedade ocorre muito em coberturas feitas em sistema de pool ou quando se sabe que a emissora concorrente tem e vai usar naquela noite. Mesmo sabendo que a matéria poderia ser mais bem elaborada ou que nem deveria entrar, temos de divulgá-la.

6. Entre a bela e a fera, use a bela. A televisão é freqüentemente acusada de preferir a beleza ao conteúdo. Os dirigentes de televisão argumentam que as moças bonitas da televisão estão lá por competência e se duas pessoas tem a mesma capacidade só que uma é loura e linda e a outra é um baixinho careca e feio, a escolhida é a loura.

7. Se os grandes jornais publicaram, a televisão deve dar. Existem ainda produtores de televisão que só acreditam nas matérias depois de publicadas pelos jornais. Mas esses produtores são e vão ficar cada vez mais raros. Hoje a televisão não só fura os jornais como começa a disputar a instantaneidade da notícia com o rádio.

8. Se é importante mas a imagem é pobre, conte e não mostre. Se é trivial mas a imagem é boa, mostre. As dificuldades na ilustração de matérias de economia, por exemplo, são cada vez mais vencidas pelos equipamentos modernos capazes de espichar, encolher, torcer uma cédula de dinheiro. Na televisão é quase possível explicar a teoria da mais valia em um minuto e meio.

9. Se não aconteceu hoje, não é notícia. Os assuntos de véspera são tratados com muito mais profundidade pelos jornais.

10. Deixe o telespectador feliz. Incêndios, furacões, batalhas e explosões são as melhores imagens de televisão. mas o que o telespectador mais gosta é saber que a casa dele, a cidade dele e o país dele estão seguros. A melhor maneira de reforçar essa noção é mostrar essa destruição toda nas casas, cidades e países dos outros. É preciso cuidado para não fechar o jornal com matérias pesadas. O melhor é usar uma matéria engraçada ou positiva. O objetivo dos telejornais é transformar o importante em interessante e dar ao telespectador a sensação de que ele sabe o que aconteceu no mundo naquele dia.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

yes, we can



Yes we can.

It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom.

Yes we can.

It was sung by immigrants as they struck out from distant shores and pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness.

Yes we can.

It was the call of workers who organized; women who reached for the ballots; a President who chose the moon as our new frontier; and a King who took us to the mountaintop and pointed the way to the Promised Land.

Yes we can to justice and equality.

Yes we can to opportunity and prosperity.

Yes we can heal this nation.

Yes we can repair this world.

Yes we can.

We know the battle ahead will be long, but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change.

We have been told we cannot do this by a chorus of cynics...they will only grow louder and more dissonant ........... We've been asked to pause for a reality check. We've been warned against offering the people of this nation false hope.

But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope.

Now the hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in the American story with three words that will ring from coast to coast; from sea to shining sea --

Yes. We. Can.