domingo, 7 de junho de 2009

Em casa 9


pensando em como é fabulosa a maneira que as vidas se entrelaçam e os afetos se tecem.

sábado, 6 de junho de 2009

Vida de Fotógrafo I



Estou com saudade da rua.
Da rapidez dos acontecimentos.
Do fôlego que não acompanha a velocidade dos fatos.
Da sensação de estar absolutamente vulnerável ao instante, ao momento certo.

Essa minha saudade inaugura uma série de postagens que chamarei Vida de Fotógrafo.
Começo com um pequeno documentário feito em um dia de trabalho de alguns fotógrafos equatorianos.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Queimadas


Para pensar no Dia Mundial do Meio Ambiente
A queimada ainda é uma técnica agrícola bastante usada no Paraná. Embora seja rudimentar, continua sendo usada mesmo depois de já ter sido comprovado que o plantio direto (quando a semente é lançada no solo revirado depois da última colheita) é o melhor manejo agrário para a preservação ambiental.
A foto foi feita na estrada entre Ponta Grossa e Curitiba. Região de muitas lavouras de trigo e soja.
Vi a queimada pelo retrovisor. Voltei Andei vários quilômetros para encontrar o melhor ângulo para fotografar. Eu estava, seguramente, há mais de 10 Km do fogo. Foi uma das maiores queimadas que fotografei.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Erro geográfico



O Gleber Althoff mora em Bom Retiro e teve a gentileza de me alertar que essa foto não foi feita em Bom Retiro, mas sim em Urubici.
As cidades são vizinhas e eu me atrapalhei.
Portanto 20 ver é de Urubici, Santa Catarina.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Consumi drogas durante 40 anos!


Essa foi a frase que ouvi de meu pai logo que entrei no hospital onde fui visitá-lo.
Ele está com sérios problemas respiratórios causados, em grande parte, pelo consumo de cigarros.
Meu pai sempre foi avesso aos médicos e à medicina tradicional (o que lhe rendeu o apelido de Doutor Cipó). Se os médicos fossem bons, dizia ele, não morriam antes de mim.
Vinte anos atrás precisou fazer uma cirurgia de catarata. Para isso fez diversos exames. Fui junto com ele a um dos médicos que lhe disse que se não parasse de fumar imediatamente teria mais 2 anos de vida, no máximo.
Isso o assustou.
Jurou que pararia naquele dia.
O médico, provavelmente acostumado com promessas de caixa, pediu o maço que se mostrava no bolso da camisa.
Com a mão no peito para segurar o Minister carteira azul que queriam lhe tirar, meu pai prometeu que aqueles seriam seus últimos cigarros.
O médico duvidou e eu desconfiei.
Mas, mesmo assim, me candidatei a censora e fomos embora.
Entramos no carro e logo um cigarro foi à boca. Eu preciso! Disse ele, ao ver meu olhar mortal.
A tarde passou lenta no meio da fumaça azulada.
No fim da noite o maço tinha um último rolo branco com filtro amarelo.
Depois de tragar lenta e intensamente o dito cujo e de me provocar com o olhar meu pai nunca mais fumou.
Agora, vai lutar contra a indústria do fumo.
Afinal, disse ele, alguém tem que escutar um viciado de 82 anos.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

fugazcidade





Meu querido amigo Keiny Andrade está em esposição no meu Porto.
Fugazcidade apresenta imagens feitas no pulsar da cidade. É uma proposta ousada feita em caminhadas noturnas com o obturador em baixa velocidade o que acrescenta às fotos a respiração do fotógrafo e o movimento dos objetos.
Nas palavras de Keiny, "Fugazcidade é um mergulho no transitório. É a construção imagética daquilo que nos surge banal todos os dias, capturado com a luz noturna e com o movimento fugaz inerente ao ser humano das grandes cidades".
A exposição está no Armazém do Chá, na zona Baixa do Porto, Portugal.