domingo, 14 de outubro de 2018

A boca,
onde o fogo
de um verão
muito antigo cintila,
a boca espera
(que pode uma boca esperar senão outra boca?)
espera o ardor do vento
para ser ave e cantar.

Levar-te à boca,
beber a água mais funda do teu ser
se a luz é tanta,
como se pode morrer?

Eugénio de Andrade

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Atravessando a Cordilheira dos Andes



Com certeza foi a melhor sensação da minha vida. Atravessar a cordilheira dos Andes de moto e com neve! Escutar o barulho da neve se quebrando abaixo dos pneus, sentir o frio que teimava em tocar a pele e encher os olhos com uma das paisagens mais lindas que já vi, são algumas das impressões que carrego dessa viagem.
#cordilheiradosAndes #viagemdemoto

sábado, 8 de dezembro de 2012

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

a árvore e a lua

assim, assim eu vou riscando o branco...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

não existe mais o que existia antes






É a pior morte, a do amor.


Porque a morte de uma pessoa

é o fim estabilizado,

é o retorno para o nada,

uma definição que ninguém questiona.

A morte de um amor, ao contrário, é viva.

O rompimento mantém todos respirando:

eu, você, a dor, a saudade,

a mágoa, o desprezo - tudo segue.

E ao mesmo tempo não existe

mais o que existia antes.


Martha Medeiros

quarta-feira, 28 de novembro de 2012