A boca,
onde o fogo
de um verão
muito antigo cintila,
a boca espera
(que pode uma boca esperar senão outra boca?)
espera o ardor do vento
para ser ave e cantar.
Levar-te à boca,
beber a água mais funda do teu ser
se a luz é tanta,
como se pode morrer?
Eugénio de Andrade
O olhar de José Bassit
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José Bassit (São Paulo, 1957–2025) foi um renomado fotógrafo brasileiro,
reconhecido por seu trabalho documental sobre as manifestações culturais e
a reli...
Há 6 horas
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