A boca,
onde o fogo
de um verão
muito antigo cintila,
a boca espera
(que pode uma boca esperar senão outra boca?)
espera o ardor do vento
para ser ave e cantar.
Levar-te à boca,
beber a água mais funda do teu ser
se a luz é tanta,
como se pode morrer?
Eugénio de Andrade
As férias de Claude Nori
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Claude Nori é um renomado fotógrafo, escritor e editor francês, nascido em
1949 em Toulouse. Ele é conhecido por suas imagens que capturam a essência
da j...
Há 2 dias
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