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segunda-feira, 16 de março de 2009

Pequenas dicas 2






Muitas vezes estamos diante de cenas que "precisam" ser registradas. Pode ser um lugar lindo, uma situação engraçada, uma lembrança que queremos levar embora. Mas na hora de ver a foto, percebemos que não deu certo. Aquilo que deveria resultar em uma boa imagem ficou sem graça.
Quase sempre o problema é a confusão de planos.
Isto é, quando vemos uma cena, naturalmente selecionamos aquilo que mais nos chama a atenção. Quando fotografamos, registramos o todo - aquilo que queremos e tudo o resto que está em volta e então começam os problemas.
As dicas dos próximos posts serão de como destacar aquilo que queremos mostrar.
Para isso temos as regras de composição.
A primeira é a "regra dos terços"
É simples e a mais importante das regras fotográficas.

A regra dos terços é derivada da divisão áurea na qual o retângulo é dividido por duas linhas verticais e duas horizontais formando 9 retângulos iguais. Os pontos de interseção das linhas são os principais pontos de atenção da fotografia.
Lembre: o centro do retângulo fotográfico é o pior lugar para deixar o elemento de destaque.
Aqui alguns exemplos da regra

A foto 1 mostra minha mãe observando o nascer do sol na praia de Camboriu. Minha intenção era destacar seu vulto e mostar a beleza da água. Deixei ela no terço direito da fotografia e equilibrei a linha do horizonte dando dois terços de água e um terço de céu.

Na foto 2 meu amigo Manuel Pinto - grande fotógrafo português - está destacado no terço esquerdo da fotografia. Seu braço recorta a imagem passando pelos pontos de interseção o que "leva" o olhar do leitor até o objeto sobre o qual ele está falando: alheiras - uma linguiça portuguesa muito saborosa.

Na terceira foto o destaque é para o lindo céu dos Campos Gerais. O terço inferior concentra os elementos terra (para ampliar a sensação de céu) e uma cerca que forma um ponto de fuga com os raios de sol. É uma composição simples mas muito eficiente.

Na última foto minha amiga Luciana está fotografando no Centro Português de Fotografia, no Porto. A composição é clássica na qual ela ocupa todo o terço direito. Uma dica importante: sempre que tiver alguém de perfil "grude" as costas do modelo na margem. Isso dará espaço para o movimento, para o discurso. No caso para o "fotografar" da Luciana e o objeto que ela está fotografando.

A próxima dica será sobre outra regra de composição: moldura

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pequenas dicas I


Tenho amigos que me pedem para avaliar suas fotos sem o saber que é um exercício que me mete medo. Primeiro, porque não sei mentir e depois porque geralmente as fotos são de qualidade duvidosa.

Muitas fotos só tem valor pessoal - cansei de ver cachorrinhos, filhinhos, namoradas, etc., todos sempre bonitinhos, mas retratados, quase sempre, de forma medíocre.

Nem sempre o ruim está na qualidade técnica (as câmeras atuais se resolvem sozinhas)
O problema está geralmente na composição, na falta de sentido das fotgrafias para aqueles que não estão emocionalmente ligados a ela.

E cada vez tenho que fazer uma longa fala para esclarecer que estou dando minha opinião sobre a técnica fotográfica e não sobre a beleza do fotografado, ou o sentimento que ela gera no fotógrafo – mas, nem sempre sou entendida.

Por isso, resolvi dar algumas dicas fotográficas. São coisinhas bem básicas que podem ajudar a melhorar o resultado das fotografias.

Aqui vai a número um:
Primeiro responda:
Por que fotografo?
Fotografar é registrar aquilo que vemos. É algo que podemos fazer de maneira objetiva e subjetiva. Creio que o interessante é conseguir combinar as caracterísitcas mais desejáveis de ambas as formas.
Objetivamente devemos ter consciência do aparato fotográfico - a câmera e suas possiblidades; do fato e de suas implicações; do instante certo para registrar.
Subjetivamente temos coisas como: algo que nos liga ao objeto a ser fotografado (o cachorrinho, a namorada, a viagem,...); os elementos estéticos que chamam a atenção; o discurso que quero apresentar.

A partir daí vem a segunda questão:
Como quero fotografar? Ou, qual resultado quero?
Aguarde a próxima dica. (tem algumas pistas logo abaixo)

A foto mostra meu pai e minha cachorrinha. Tenho por essa imagem um apreço especial óbvio. Mas, vamos a algumas coisinhas técnicas.
1. não tem flash. Dificilmente vocês verão uma foto minha com flash. Não gosto dos planos "chapados" pela luz artificial. Sempre prefiro luz natural, mesmo quando as condições são ruins. Nesse caso, tenho uma luz lateral que dá suavidade ao rosto de meu pai sem tirar toda a história que está gravada nele.
2. enquadramento. O olhar para a câmera chama a atenção para ele e ao mesmo tempo o olhar da Bia (a cachorrinha) para fora do quadro cria uma certa expectativa, um movimento. Há algo além do espaço fotografado. Esse olhar para fora chama-se "espaço fora de campo", ou "espaço em off".
3. palnos. Fiz questão de colocar na foto o quadro feito por minha tia que mostra uma pinha aberta por dois motivos: porque gosto muito desse quadro e porque o pinheiro (árvore que dá a pinha) é símbolo do Paraná.


Para ler mais sobre o "espaço fora de campo": O ato fotográfico de Phillipe Dubois.